Minha saudade tem nome, é peluda e branca
Hoje apareceu essa lembrança de 5 anos atrás. O Google fotos é uma ótima opção para salvar arquivos, mas ele também machuca tanto às vezes, com lembranças de datas específicas.
A Charlottie se foi de repente, em uma semana foi diagnosticada e logo após fez sua passagem. Eu fiquei ao lado dela em cada etapa do processo. Dei comida na seringa, limpei o bumbum dela - que só ficava de fraldinha.
Charlottie foi o ser mais puro, amoroso, leal e sensível que eu tive a grande sorte de conhecer. Eu fui tão amada, cuidada e acolhida. Nos entendíamos pelo olhar.
Fiz uma tatuagem dela no braço e as pessoas na rua me param sempre para perguntar ou elogiar o desenho. É doloroso dizer que ela não está mais aqui, que morreu. Mas aí me lembro de uma coisa: ela não morreu; vive em mim em cada dia, em cada parte do meu ser e em cada momento da minha vida.
Charlottie foi minha melhor amiga, minha confidente e protetora. Apesar de termos vivido apenas quatro anos juntas, eu garanto que fui a pessoa mais feliz do mundo.
Desde sua partida eu não sou a mesma, uma parte de mim se foi junto dela. Não vejo os dias mais coloridos, não vejo sentido em amar outro cachorro. Prometi a Charlottie que ela seria minha última cachorra.
Meu coração segue sentindo saudade, amargurado e triste. Questiono a Deus o por que disso, por que tirar a minha única razão de vida. Ainda não entendi o motivo.


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