Charlottinha

 



Achei essas fotos dos nossos últimos momentos juntas. Soubemos do diagnóstico em um dia e depois de uma semana você se foi. Fizemos de tudo. Demos comida na seringa, deitamos você no colchão na sala, eu ficava falando o quanto te amava.
Foi tão de repente. Tão dolorido. Em um dia você estava lá, no outro, não.
Seu amor para comigo era tão grande, vibrante, surreal.
Amava acordar com suas lambidas, dormir de conchinha ou ficar na rede balançando até você dormir.
Nossa curta vida juntas foi o suficiente pra me mostrar o quanto um animalzinho pode ser a cura. Você foi minha cura em meio aos dias difíceis.
Em novembro completará cinco anos desde sua partida e não tem um único dia sequer não pense em você. A saudade é tão grande, filha, que meu corpo inteiro dói.
Me sinto culpada por não termos percebido antes; por não termos feito um exame completo; por não termos mudado de veterinário. Se eu pudesse, meu amor, mamãe teria feito tudo tão diferente.
Eu culpo Deus por ter te levado. Ele podia ter te curado, te ajudado, feito qualquer coisa.
Eu nunca mais fui feliz desde que você se foi.
Eu te amo, Chachá. Sinto sua falta todos os dias.


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