Toma que essa é de graça
Em uma semana comemorativa como o carnaval, acredita-se que os tabus e preconceitos serão quebrados. Ao contrario do que eu imaginava, o povo brasileiro me surpreende mais a cada dia com esses pensamentos que retrocedem a inteligência humana.
Uma simples roupa é motivo de deboche e chacota, alvo de risadinhas e cochichos descarados.
Ao adentrar um restaurante com amigos e um deles usar um vestido, imediatamente todas as pessoas do local começaram a olhar e comentar. Primeiramente que ele era hetero e estava usando o vestido por motivos de festividades, visto que né mores, carnaval. Porém, mesmo que ele fosse gay, trans, travesti, lésbica ou o diabo a quatro, nenhuma pessoa tem o direito de julgar outro indivíduo por questões de vestimenta. Século XXI, ano 2017 e mais de uma parcela da população vive com os olhos vendados por esteriotipos e padrões inexistentes. Roupa não define inteligência, orientação sexual e muito menos caráter.
Senti nojinho e até mesmo dó por ver pessoas adultas se comportando de maneira tão esdrúxula e indiferentes.
Gostaria de deixar registrado aqui a minha indignação e pedir por favor, um pouco mais de educação. Rimou sem querer, mas o recado é esse mesmo. Tchau brigado.



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