Não queria escrever esse texto. Segurei até o último estante, mas nada iria me acalentar dessa dor que arde. Você se foi, mais um entre os 400 mil mortos.
A COVID-19 não matou somente pessoas, mas destruiu vidas, famílias, sonhos e no meio disso tudo, levou você.
Dinheiro, médicos, hospitais, você teve tudo do bom e do melhor e mesmo assim não resistiu.
Fico me perguntando: Quem somos nós? Qual é o nosso papel na vida?
Eu, Tamyres, não tenho essas repostas, mas você tinha, com toda certeza.
Você nos fazia sorrir, nos permitia sonhar, amar, abraçar, ser felizes. Com piadas preconceituosas às vezes, não podemos mentir, mas que faziam rir, rir até mijar nas calças, rir até a barriga doer, rir até o dia ficar melhor.
Você não me conhece, não, não, longe disso, mas a dor de sua partida dói tanto quanto se nós conhecêssemos. Por que dessa dor?
Porque você me fez feliz, me ensinou, esteve presente em momentos incríveis e foi luz.
É isso, você foi luz, você é luz, você é Paulo Gustavo, a estrela mais linda desse céu. As luzes dos palcos se apagam hoje na terra, mas as do céu se acendem para acompanhar o teu brilho.
Obrigada, Paulo Gustavo, por ter me feito sorrir.
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