Eu ainda não havia escrito sobre tua partida. Demorou mais do que o esperado pra eu entender o que, de fato, havia acontecido.
Foi um misto de sensações e sentimentos. Tudo ali - junto e intrínseco. Doeu em todas as partes do meu corpo.
Pensar em você me faz sorrir. Quando me recordo das vezes que nos vimos, fofocamos e trocamos tchuazinhos de longe.
Sempre soube da sua grandeza enquanto pessoa, mas caramba, como você é GIGANTE. Como as pessoas se iluminam quando falam sobre você. É assim - cercado de amor e luz que me recordarei da tua presença.
Sinto por nunca ter falado que gostava de você. Nunca fomos realmente amigas, mas conhecidas, vizinhas de bairro. Com a correria, com a rotina, nem passa pela cabeça que devemos falar o que sentimos uns pelos outros. Me desculpa por isso.
Mesmo não sendo íntimas, senti muito. Ainda sinto. Sinto muito. Sinto tanto que ainda dói.
Daqui, sigo lutando pela justiça e por todas nós mulheres. Você vive, hoje e sempre. Em mim, nas mulheres de São João e nas mulheres que passaram pela sua vida.
Mayara vive.



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