Eu precisava escrever sobre você. Escrever sobre como fui amada, educada, acolhida.
Escrever de como amava seu colo, ouvir sua bengala pela casa, do telefone tocar e sua voz falando “Tata”.
Queria escrever também sobre a receita de Juju que você fazia, aquele sabor de morango.
Escrever das vezes que você me apoiou, acreditou em mim e rezou mais do que ninguém para que as coisas dessem certo.
Escrever sobre a assinatura que carrego no pulso.
Também queria escrever sobre os dias que parece que a saudade vai me matar; se é que já não me matou. Uma parte de mim se foi quando você partiu.

Estou escrevendo para que todo mundo saiba que metade da Tamyres foi criada por Arcelina Cereja. Minha cereja. Te amo todo dia.
 

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